Elizeu Antônio de Assis é psicólogo, psicanalista, professor universitário e pesquisador, com atuação nas interfaces entre psicanálise, saúde mental, cultura, história e vida coletiva. Doutor em História e mestre em Informação e Comunicação em Saúde, desenvolve trabalhos voltados à escuta do sofrimento psíquico em contextos institucionais e sociais, articulando clínica, pensamento crítico e políticas públicas.
Sua trajetória acadêmica e profissional é marcada pelo diálogo entre diferentes campos do saber, com ênfase na compreensão histórica e social das formas de sofrimento, das práticas de cuidado e das instituições que organizam a vida contemporânea. Nesse percurso, a psicanálise é compreendida não apenas como prática clínica, mas como campo de reflexão crítica sobre a cultura, a subjetividade e os modos de laço social.
Ao longo de sua atuação, Elizeu Assis tem se dedicado à produção de pesquisas, livros, projetos culturais, ações extensionistas e intervenções públicas voltadas à saúde mental, à educação e à cultura. Seu trabalho busca problematizar abordagens reducionistas do sofrimento psíquico, questionando respostas baseadas exclusivamente em diagnósticos, medicalização e soluções rápidas, e afirmando a escuta como gesto ético fundamental no cuidado com o sujeito e com a vida coletiva.
No campo institucional, é presidente da Associação Brasileira de Psicanálise (ABRAPSI), entidade civil de caráter acadêmico e cultural, fundada em 2022, com sede em João Monlevade (MG). A ABRAPSI tem como finalidade a promoção do estudo, da pesquisa, da formação e do debate público em psicanálise, atuando em diálogo com universidades, instituições culturais e políticas públicas, e contribuindo para a circulação qualificada do pensamento psicanalítico no espaço público.
Sua atuação envolve ainda a participação em projetos sociais, educacionais e culturais, bem como a realização de palestras, cursos, seminários e atividades formativas em parceria com universidades, órgãos públicos e organizações da sociedade civil. Nessas ações, a escuta do sofrimento psíquico é pensada de forma indissociável das condições históricas, sociais e institucionais que atravessam a experiência subjetiva.
O trabalho desenvolvido por Elizeu Assis insere-se, assim, em uma perspectiva que articula psicanálise, cultura e sociedade, compreendendo a saúde mental como um campo que exige responsabilidade ética, reflexão crítica e compromisso com a complexidade da experiência humana.